Pyr Marcondes comenta tendência jornalistica em entrevista no Mídia Sul 2017

 

O Diretor Geral M&M Consulting de São Paulo, trouxe dentro da temática; agências e outros futuros. O que nos reserva o futuro das agências? – Foi uma de suas provocações. Dados, propaganda, engajamento, conversão, conteúdo e inovação, foram comentados pelo palestrante que no decorrer da apresentação, esteve há responder com paciência as questões relacionadas ao tema.

“Mudar a cabeça e praticar para sobreviver” – destacou Pyr Marcondes após comentar o raciocínio de hoje de parte das agências. Segue os pontos comentados na palestra: 1) agência não deve gerir mídia e sim audiência. 2) as audiências são impactadas pela história e não pela mídia. 3) os dados devem virar resultados. 4) os resultados devem gerar planejamento. 5) essa é a rota da fortuna.

Após essas questões serem colocadas para debate, o mesmo enfatizou a consultoria de negócios e o posicionamento estratégico como caminhos para as agências.

Elmadson Almeida — Você abordou a questão da produção de conteúdo como algo que vem sendo utilizado por grandes empresas no mundo. Existe uma certa polêmica sobre o jornalismo e as empresas. Não teria no futuro um “casamento” entre as agências, empresas e o jornalismo como conhecemos hoje? Gostaria que comenta-se sobre o jornalismo e a tendência de produção de conteúdo voltado para as marcas.

Pyr Marcondes — Em princípio eu concordo com você, a ligação entre o jornalismo e produção de conteúdo para as marcas, ela não existia, porque o jornalismo sempre se protegeu, e eu acho que corretamente, para que não fosse confundido com um discurso comercial, das marcas. As marcas tem essencialmente discursos comerciais, porque quando elas usam a comunicação tem o objetivo final de vender, de converter, chamar os consumidores e conversar com eles, essa não é função do jornalismo, nem do jornalista.

No entanto, o que está acontecendo é que muitos profissionais, com muita qualidade na sua capacidade de produção de conteúdos, estão sim, migrando para o mundo do que se chama de Branded Content, que é o conteúdo de marcas, eu conheço um monte de jornalistas, que não estão necessariamente dentro de uma estrutura de relações públicas, de PIAR. Eles estão montando estruturas para produção de conteúdos para as marcas usando sua capacidade jornalística, que é: capacidade de entendimento da realidade de traduzir essa realidade com precisão, de pegar os dados da empresa e coloca-los dentro de um conteúdo de uma forma inteligente, e a capacidade de distribuir isso de uma forma também inteligente e eficaz. Isso sim, o jornalismo faz, o que tá acontecendo e eu acho que é uma tendência que deve se aprofundar, é o que se chama de Brand Journalism, é o jornalismo para as marcas, jornalismo voltado para as empresas, ai o jornalista preparado para isso, vai usar todo seu ferramental, todo seu intelecto e sua capacidade de produção jornalística de fatos, manipulação de dados e desenvolvimento de conteúdo, a serviço das companhias e das marcas.

Então, eu vejo como você disse, um casamento dessas atividades, do jornalismo, da produção de conteúdo, da publicidade e do marketing. Vejo elas se encontrando cada vez mais.

 

 

Foto e entrevista, 

Elmadson Almeida

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